Coretfal: cantando por todos os cantos

Celebrando 40 anos de atividade, o Coretfal prossegue nos palcos, apresentando alguns dos melhores momentos de seu repertório e inaugurando a participação em uma caravana cultural que deverá congregar arte e artistas de todo o nordeste.
última modificação 06/05/2015 10h48

Nos dias 9 e 10 de maio, o Coretfal – Coral do Instituto Federal de Alagoas apresenta o espetáculo Canto por todos os cantos nas cidades de João Pessoa e Recife, a convite da Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba, por meio do Gerente Executivo de Promoção Cultural Milton Dornellas; do representante do Minc/NE José Gilson Matias Barros; e do representante da Funarte/NE Naldinho Freire.

O evento acontece no bojo das ações preparatórias do Encontro Nordestino de Produção Cultural Independente 2015, previsto para novembro, em João Pessoa, que deverá congregar produtores e artistas de todo o nordeste, com o objetivo de valorizar o produto cultural nordestino e organizar a circulação de espetáculos de todas as linguagens artísticas pelos nove estados da região.

Durante a reunião preparatória de Maceió – que contou com o apoio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), por meio do diretor de Produção Cultural Keyler Simões e da diretora de Projetos Flávia Chasan – produtores culturais e artistas locais ouviram as explanações de Milton Dornellas, Pedro Osmar e Naldinho Freire. Eles falaram sobre os objetivos do projeto e pediram que a plenária se manifestasse, convocando todos para, juntos, construírem esse novo momento em que a produção da região deverá ganhar nova dimensão e visibilidade. O encontro também registrou a presença do coordenador do Centro Técnico de Artes Cênicas da Funarte, Eris Maximiano, e do coordenador do Núcleo de Documentação José Siqueira da Fundação Espaço Cultural da Paraíba, Pedro Osmar Gomes Coutinho.

Pedro Osmar diz que “a ideia é fundamentar esse “encontro nordestino” a partir dos questionamentos iniciais de todos os segmentos culturais e artísticos, sejam das ruas, dos grupos de atuação comunitária, dos poderes públicos afinados com essa luta de valorização profissional. Queremos chegar a um denominador comum que garanta, em linhas gerais, a existência de um Circuito de Espetáculos nas capitais, a exemplo do “Projeto Pixinguinha”, do governo federal, que levou artistas da nossa MPB para vários estados brasileiros, com o apoio do governo local e da produção dos artistas participantes, passando por todas as regiões do país”.

Segundo Fátima Menezes, regente do Coretfal, o grupo está extremamente motivado para “mostrar seu trabalho ao público dessas cidades, com quem quer celebrar esse momento de trocas culturais e seguir aprendendo”.

Quem é o Corefal? Um breve histórico

O Coretfal foi criado em 1975, pela maestrina Maria Augusta Monteiro Menezes, com o objetivo inicial de difundir a cultura musical no universo das Escolas Técnicas. Desde então, desenvolve um trabalho pioneiro no Estado, na opção prioritária pela música popular brasileira e pelo folclore nordestino, procurando difundi-los e valorizá-los em toda sua riqueza rítmica e melódica.

Na década de 80, já sob a regência da maestrina Fátima Monteiro Menezes, inaugurou um novo momento no canto coral alagoano, nordestino e brasileiro, exibindo painéis do folclore e da MPB, em apresentações e montagens de espetáculos lítero-musicais temáticos, a exemplo de Canto por Todos os Cantos, Ecos Brasil 500 anos , Retrato Cantado do São Francisco  e Baião de dois – que misturam música, teatro, dança e outras linguagens artísticas e tecnológicas.

Agregando valores a essa iniciativa, o grupo adota coreografias inspiradas nos folguedos alagoanos e nordestinos e um figurino elaborado com peças do artesanato local, destacando-se o Filé, uma renda alagoana que se popularizou pelo Brasil e pelo mundo  . É formado por 40 componentes, entre alunos do IFAL e pessoas oriundas da comunidade. Faz parte das ações da Extensão e está ligado a DEEP inserido no Núcleo de Cultura –Campus Maceió.

Em 2005, tornou-se Ponto de Cultura com o projeto EnCantando a Vida, desenvolvido no Lar da Menina, onde criou o coral EnCanto de Menina, um grupo de flautas e oficinas de expressão corporal, somadas a outras atividades. Entre os prêmios recebidos estão o Escola Viva e o Asas, ambos concedidos pelo Ministério da Cultura.

O grupo tem levado a música coral a diversos estados brasileiros e em excursões pela América Latina e Europa, onde conquistou prêmios nas categorias Música Popular e Música Folclórica. Montou e protagonizou a primeira ópera realizada em Alagoas, A Flauta Mágica de Mozart, na celebração dos 250 anos do compositor. Tem dois CD´s gravados – Canto por todos os cantos e Cantando o Natal. Em 2012 estreou o espetáculo, Baião de Dois, em homenagem aos 100 anos de Luiz Gonzaga. Em 2015, dedica-se às atividades de celebração de seus 40 anos, o que inclui a construção e apresentação de um espetáculo temático e a produção e lançamento de um DVD, entre outras ações pontuais.

O espetáculo – algumas considerações

O Canto por todos os cantos – que o Coretfal mostra como primeira ação do Circuito de Espetáculos – é uma reengenharia do trabalho homônimo do próprio grupo, apresentado nos anos 90, agora misturado a outros projetos. Para Fátima Menezes, regente do CORETFAL, o espetáculo representa “uma espécie de vitrine da atuação do grupo, nessas quatro décadas de atividade”.

Os sons se misturam, costurando uma trajetória de 40 anos de inspiração e transpiração. O espetáculo referenda o compromisso do grupo com a divulgação da música popular brasileira e da cultura popular do nordeste: vestindo a camisa, literalmente, nos figurinos que trazem ao palco as rendas e o colorido típicos; evocando o dançar e o cantar dos brincantes; e exibindo releituras musicais que mesclam clássicos da MPB com a singeleza de canções étnicas e peças dos folguedos nordestinos – gêneros sobre os quais o grupo vem se debruçando, desde sua criação.

No primeiro ato – Por todos os cantos – o grupo interpreta peças de grandes compositores da MPB (Gilberto Gil, Edu Lobo, Geraldo Vandré, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, etc.) cantando, dançando e teatralizando arranjos de compositores consagrados como o do pernambucano M. Bezerra, do alagoano Almir Medeiros e do carioca Marcos Leite. No figurino de Mari Jatobá, executado pelas rendeiras do bairro do Pontal, o tradicional filé – renda típica alagoana tecida, principalmente, por comunidades da orla lagunar.

No segundo ato – Do meu canto – o grupo apresenta arranjos  de Samuel Keer, José Gomes e Luís Neves (entre outros) para peças do folclore nordestino e/ou temas folclóricos de  compositores como Dimas Sedícias e Geraldo Espíndola. No figurino assinado e confeccionado por Eduardo Moura, a ressignificação da chita que ganha textura em brilhos, cores e formas, remetendo às manifestações da cultura popular em suas comunidades de origem.

Em resumo, Canto por todos os cantos – recentemente apresentado na cidade de Lucca (Itália), a convite da Fundação Municipal de Ação Cultural/Fmac (Maceió), por meio do projeto Cidades Irmãs – é uma homenagem à música brasileira em todas as suas nuanças, como expressão singular da alma dos povos representados no caleidoscópio de nossas identidades

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